Essa postura indica uma aposta na estabilização ou queda futura dos juros, após um período prolongado de vendas que elevou os rendimentos. A forte demanda institucional por Treasuries em patamares elevados de rendimento eleva o custo de oportunidade para outras classes de ativos, como ações e dívida corporativa. O fluxo de capital para esses títulos drena liquidez de mercados mais arriscados, ajustando a precificação global. No período de alta dos juros nos EUA entre 2004 e 2006, o rendimento do Treasury de 10 anos subiu de ~3,5% para mais de 5%, levando a uma reavaliação dos prêmios de risco em mercados emergentes e ações. Os próximos dados de inflação ao consumidor dos EUA (CPI) em 2026-10-14 e a decisão de juros do FOMC em 2026-10-28 serão cruciais para confirmar a tese de estabilização dos rendimentos. O desfecho dependerá da persistência da inflação, que pode forçar o Fed a manter juros altos por mais tempo, ou de uma desaceleração econômica que justifique a queda dos rendimentos e torne o 'lock-in' dos investidores lucrativo.
A decisão de juros do FOMC em 2026-10-28 e os dados de inflação ao consumidor dos EUA (CPI) em 2026-10-14 serão os principais catalisadores para o movimento dos Treasuries. A expectativa é que esses eventos confirmem ou refutem a tese de estabilização dos rendimentos, definindo o desfecho da atual onda de vendas.
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