Lula 4 ou 'Dilma 3'? Xavier alerta para riscos da política econômica

O presidente Lula entrará em seu quarto mandato com dívida pública elevada, rigidez orçamentária, juros reais altos e uma economia privada endividada. Rogério Xavier, um dos sócios-fundadores da SPX Capital, questiona como o governo reagirá diante de um cenário de conflito entre suas ambições políticas e as restrições econômicas que encontra. Em publicação no Substack, Xavier pondera se o Brasil estará diante de Lula 4 ou, gradualmente, de uma espécie de Dilma 3. Ele destaca que a política econômica de 2003, quando Lula assumiu em crise de confiança, contou com superávits primários relevantes: a balança comercial registrou um superávit de aproximadamente US$ 2,7 bilhões em 2001, saltou para cerca de US$ 13 bilhões em 2002 e chegou a quase US$ 25 bilhões em 2003. O gestor ressalta que a preservação do tripé macroeconômico ajudou a reconstruir a confiança, e que a expansão chinesa e o ciclo favorável das commodities deram ao Brasil um impulso externo extraordinário. Ele alerta que a atual situação de 2027 conta com reservas internacionais expressivas e um perfil cambial da dívida pública menos vulnerável do que em 2002, mas enfrenta condições econômicas complexas e a ausência da combinação de expansão chinesa, demanda por commodities e condições de financiamento que marcaram os anos 2000.

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