O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reagiu às ameaças do presidente Donald Trump de uma "guerra econômica sem precedentes" contra a República Islâmica. A retórica de guerra econômica sobre uma nação produtora de petróleo como o Irã pode impactar a oferta global de energia, elevando preços e aumentando o prêmio de risco geopolítico. Isso impulsiona ativos de refúgio e commodities como o Brent, enquanto pode pesar sobre ações de companhias aéreas devido ao aumento dos custos de combustível. Para o investidor brasileiro, a alta do petróleo favorece PETR4 e PRIO3, mas a escalada global pode depreciar o BRL e pressionar a inflação doméstica. A crise do Estreito de Ormuz em 2019, embora sem escalada militar direta, viu o Brent subir ~15% em semanas após ataques a petroleiros, ilustrando a sensibilidade do mercado. Os próximos passos das negociações ou sanções dos EUA, e a resposta iraniana, serão gatilhos cruciais, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz. No médio prazo, a persistência da tensão Irã-EUA mantém um prêmio de risco em commodities e exige que investidores se posicionem para cenários de oferta restrita e inflação energética.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que o Brent teste a resistência de $98-100. Um rompimento acima de $100, impulsionado por novas sanções ou incidentes, sinalizaria uma escalada e levaria o ouro ($4541.00) a testar $4600. A atenção estará no calendário de anúncios da Casa Branca e respostas iranianas.
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