Datafolha anima campanha de Lula, mas aliados ainda ponderam desvantagem

O resultado do Datafolha nesta quinta-feira (22) animou a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por indicar tendência de alta do petista e estagnação do senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral. Aliados mais pragmáticos do chefe do Executivo lembram, no entanto, que o presidente segue em desvantagem. A pesquisa trouxe empate de 50% para cada um dos candidatos nos votos válidos. Contudo, mais do que o resultado em si, membros da campanha dizem que a pesquisa está alinhada com os trackings internos e com a última Quaest. Petistas querem destacar o "filme". No primeiro turno e até em outras eleições, como 2022, eram os adversários que, na reta final, mostraram tendência de alta. Eles apontam que, embora nem as principais pesquisas nem seus pools colocassem Flávio à frente, como trouxeram as urnas, já indicavam, sim, uma linha de ascensão para candidatos do PL, em especial para o Senado. Agora, dizem, esta curva está sendo desenhada por Lula. Por isso, argumentam que, por mais que haja margem de erro de pontos percentuais e um histórico recente de pesquisas não captarem uma margem bolsonarista, elas acabam acertando nas tendências. O plano para os próximos três dias é seguir em crescimento e batendo em Flávio, para que "aumente a gordura", com Lula ultrapassando numericamente o senador, que tem aumentado a rejeição. Petistas mais pragmáticos e experientes, por sua vez, tentam evitar o clima de "virou". Eles dizem que o clima de animação trazido pelo deputado André Janones (Rede-MG) tem sido fundamental, mas que não se pode desmobilizar nem subestimar o bolsonarismo. Eles argumentam que foi exatamente esta soberba que trouxe tanta surpresa com a vitória de Flávio no primeiro turno. Além disso, citam o percentual bolsonarista que as pessoas, inclusive as internas, deixam passar.

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