O Banco Bradesco BBI divulgou uma análise indicando um potencial de valorização de até 40% para a Bolsa de Valores brasileira, prevendo uma nova onda de fluxo de capital. Este cenário é atribuído à expectativa de juros mais baixos, à percepção de um menor risco fiscal no país e às revisões positivas nos lucros das empresas. A combinação desses fatores tende a reduzir o custo de capital e elevar os múltiplos de avaliação das ações, atraindo investidores para o mercado doméstico. Setores sensíveis a juros, como o varejo e a construção civil, e empresas com balanços mais alavancados, são os mais diretamente afetados por esse mecanismo. A visão do BBI sugere uma reavaliação do prêmio de risco dos ativos brasileiros, em linha com o que foi observado no período de 2016-2018, quando o Ibovespa registrou uma forte recuperação após cortes na Selic e reformas fiscais. Os próximos passos a monitorar incluem a divulgação de dados de inflação (CPI nos EUA em 14/10 e 10/11; IPCA no Brasil em 12/11) e as decisões de política monetária (FOMC em 28/10, Copom em 04/11), além do acompanhamento da trajetória fiscal do governo. O desfecho dependerá da consistência da queda dos juros, da disciplina fiscal e da materialização das revisões de lucro.
A decisão de juros do FOMC em 28 de outubro e do Copom em 04 de novembro, juntamente com a divulgação dos dados de inflação ao consumidor (CPI dos EUA em 14 de outubro e 10 de novembro; IPCA no Brasil em 12 de novembro), definirão a trajetória dos juros e a percepção de risco para a Bolsa.
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