Lula defende IA brasileira e promete regulamentar plataformas digitais

Big Techs Pexels Eleito para o Palácio do Planalto pela quarta vez no domingo (25), o presidente Lula citou em seu pronunciamento termos como redes sociais, soberania e inteligência artificial. O mandatário de 81 anos defendeu o desenvolvimento de uma IA brasileira e a importância de ampliar o ensino de disciplinas ligadas à ciência e tecnologia, com destaque para matemática. “Queremos ensinar mais matemática, mais engenharia porque não quero ficar dependendo de inteligência artificial chinesa e americana. Quero criar uma inteligência artificial brasileira”, afirmou, referindo-se à proposta de criar modelos de linguagem em português e outras línguas, direcionados a problemas e necessidades do país. Entre as áreas que poderão receber aplicações de inteligência artificial estão o agronegócio, a saúde e os serviços financeiros. Confira mais aqui. Uma das frentes que devem ganhar destaque é a soberania digital, especialmente a regulamentação das plataformas digitais e a atuação das big techs. “Essa foi uma eleição que a gente teve que vencer com uma intromissão de fora para dentro através das plataformas digitais”, afirmou o presidente. “Nós vamos ter de regulá-las”, disse. Veja mais aqui. O debate tende ganhar ainda mais força após os episódios envolvendo as redes sociais durante o processo eleitoral deste ano. A campanha de Lula acusou a Meta, controladora do WhatsApp, Instagram e Facebook, de privilegiar “conteúdos da direita”, afirmando que houve por exemplo restrições ao impulsionamento de publicações do petista. Na ocasião, a empresa negou favorecimentos, dizendo apenas que houve incidentes técnicos. Posteriormente, o Comitê de Supervisão de Conteúdo da Meta, formado por profissionais independentes que monitoram a atuação da companhia, admitiu que a companhia falhou em aplicar padrões que visavam afastar suspeitas de interferência eleitoral. Nesse cenário, a tendência é que Lula retome a defesa da regulamentação das plataformas digitais e amplie os investimentos no desenvolvimento de inteligência artificial nacional. aqui. A regulamentação das big techs está na agenda de Lula desde o ano passado, inicialmente com foco no combate às notícias falsas. O tema, porém, enfrenta resistência no Congresso Nacional, onde propostas sobre o tema têm sido alvo de críticas. Confira mais aqui. Como a inteligência artificial transforma o mercado de consumo Guilherme Freire: “Com os agentes de inteligência artificial, o jogo mudou completamente” Foto: Gabriel Reis/Valor A recomendação de um produto ou serviço por meio de uma conversa com um assistente de inteligência artificial se tornou tão relevante para marcas quanto sua exposição em redes sociais, buscadores ou em marketplaces. A temporada de Black Friday, que neste ano terá seu auge em 27 de novembro, será um teste importante para medir como o consumidor está usando ferramentas de IA e se esta interação gera vendas, de fato. Somente nos Estados Unidos, plataformas de IA devem influenciar US$ 20,57 bilhões em vendas de e-commerce em 2026, quase quatro vezes o patamar de 2025 (US$ 5,4 bilhões), segundo dados da consultoria Emarketer, respondendo por 1,5% do varejo eletrônico americano no ano. Desvendar a complexidade dos algoritmos para as marcas é uma oportunidade de negócios que atraiu empresas de análise de dados como Ibope, de software como Adobe e de tecnologia para e-commerce como a Dolado. Com a entrada dos agentes de IA, que executam tarefas como comparar preços e executar compras, o jogo fica cada vez mais complexo. As técnicas vão da otimização para mecanismos generativos (GEO, na sigla em inglês) à otimização para o comércio agêntico (ACO). “Com os agentes de IA, o jogo mudou completamente”, diz o cofundador e executivo-chefe (CEO) da Dolado, Guilherme Freire, ao Valor. Confira mais aqui. Com compra da NeoSpace, Itaú prioriza grandes volumes de dados para oferecer experiência individualizada Em janeiro de 2025, o Itaú adquiriu uma participação de 15% na NeoSpace, ao liderar uma rodada de investimento estimada em US$ 18 milhões na startup. Agora comprou 100% das ações da startup por R$ 2,925 bilhões Divulgação Ao anunciar a compra da startup NeoSpace na segunda-feira (26), o Itaú Unibanco deixou claro que está investindo no futuro. A NeoSpace desenvolve modelos fundacionais de inteligência artificial generativa (GenAI), capazes de trabalhar com grandes volumes de dados e de oferecer uma experiência individualizada para cada cliente do banco. São modelos diferentes daqueles que a população está habituada a usar, como o ChatGPT e o Gemini. Os modelos fundacionais são chamados de Large Data Models (LDMs), enquanto os modelos mais conhecidos pelos consumidores são os Large Language Models (LLMs). Em janeiro de 2025, o Itaú adquiriu uma participação de 15% na NeoSpace, ao liderar uma rodada de investimento estimada em US$ 18 milhões na startup. Agora comprou 100% das ações da startup por R$ 2,925 bilhões. Nesses quase dois anos de parceria, a tecnologia da NeoSpace contribuiu para aumentar a precisão dos modelos de crédito do Itaú, com ganhos de 10% em comparação com os modelos tradicionais que o banco utilizava com outras tecnologias. Confira mais aqui. Com documentário sobre guerras cibernéticas, Semperis adota nova estratégia de marketing Bill Keeler, coprodutor e roteirista do documentário 'Midnight at the War Room', da Semperis Divulgação Semperis Os bastidores de ataques ciberbéticos com repercussão mundial contados na perspectiva executivos de cibersegurança e ex-hackers são o tema do documentário "Midnight in the War Room" ("Meia-noite na Sala de Gerra") . O filme é a primeira produção da Semperis, empresa de tecnologia focada na proteção de identidades digitais, e ainda não chegou ao público mas está em negociação com plataformas de streaming. A entrada de uma empresa de tecnologia no cinema abre uma nova frente de divulgação da marca, conta o coprodutor e roteirista do documentário e diretor sênior de comunicação da Semperis, Bill Keeler, em entrevista ao Valor. O filme estreou em agosto na conferência de cibersegurança Black Hat 2026. Confira mais aqui. Livro aponta que IA chega em momento estratégico para o Brasil O livro, organizado por Fabio Giambiagi (foto), Letícia Magalhães e Paulo Faveret, todos funcionários do BNDES, apresenta abordagem multidisciplinar Leo Pinheiro/Valor Os rápidos avanços da inteligência artificial (IA) trazem desafios importantes para economias e sociedades, mas também podem representar oportunidades para o Brasil enfrentar questões estruturais, como a baixa produtividade e as mudanças demográficas. Esses são apenas alguns dos apontamentos presentes no livro “Trabalho e emprego onde? Um projeto para o Brasil: estabilidade, desenvolvimento e inclusão no mundo da IA” (Editora Lux). O livro, organizado por Fabio Giambiagi, Letícia Magalhães e Paulo Faveret, todos funcionários do BNDES, apresenta abordagem multidisciplinar, com textos de diversos especialistas analisando as transformações no mercado de trabalho brasileiro diante da IA. aqui. Compartilhe a publicação com colegas e amigos interessados no futuro da economia e da tecnologia. Clique aqui para receber a newsletter no seu e-mail. Para ler mais sobre inteligência artificial, acesse este site, que reúne as notícias sobre a tecnologia.

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