O relatório do Itaú BBA, assinado pelos analistas Maria Clara Infantozzi, Stephano Gabriel e Leonardo Cintra, propõe que eventos esportivos se valorizarão como ativos. O mecanismo primário é a crescente permeabilidade da inteligência artificial na produção de conteúdo audiovisual, o que tornará filmes e séries mais comuns e baratos. Consequentemente, a singularidade e a capacidade de engajamento de um jogo de futebol ao vivo, imprevisível e autêntico, elevarão seu valor de mercado. Isso impacta diretamente empresas de mídia com grandes portfólios de direitos esportivos, como Disney (DIS) e Amazon (AMZN), e indiretamente provedores de infraestrutura como a Vivo (VIVT3). Historicamente, a ascensão dos eventos ao vivo (como shows e festivais) em meio à digitalização da música demonstra um paralelo de valorização da experiência única. O próximo gatilho será a renegociação de grandes pacotes de direitos de transmissão esportivos, especialmente ligas de futebol de alto nível. No médio prazo, espera-se uma consolidação de players com foco em conteúdo esportivo e uma pressão sobre empresas de mídia baseadas apenas em conteúdo roteirizado.
Nos próximos 6 a 12 meses, espera-se que empresas com direitos esportivos sólidos comecem a ver uma valorização em suas avaliações de mercado. O principal gatilho será o anúncio de renegociações de grandes ligas esportivas e o desempenho dos serviços de streaming que já incorporam esses conteúdos, com potencial de ganhos de 10-20% para players bem posicionados. O mercado estará atento a movimentos de aquisição de direitos por parte de grandes players de tecnologia.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real