O euro valorizou 1.51% no mercado interbancário russo, atingindo 98.683 rublos por euro às 10:45 (horário de Moscou), a primeira vez que supera a marca de 98 rublos desde 20 de março. Este movimento reflete um desequilíbrio na balança de pagamentos russa, com a queda nas receitas de exportação de energia e a demanda por importações mantendo-se elevada. Consequentemente, empresas russas com dívidas em moeda estrangeira, como GAZP e LUKOY, enfrentam custos de serviço da dívida crescentes, enquanto o ETF FXE (Euro) se fortalece globalmente. No Brasil, essa desvalorização pode gerar aversão a risco em mercados emergentes, impactando a demanda por commodities e pressionando o USDBRL. O Banco Central da Rússia pode ser forçado a intervir, seja com vendas de moeda estrangeira ou aumento das taxas de juros, para conter a inflação importada. Historicamente, desvalorizações acentuadas do rublo em 2014-2015 resultaram em inflação de dois dígitos e controles de capital. Os próximos dados sobre a balança comercial russa e as decisões do Banco Central da Rússia serão cruciais para monitorar a tendência. A persistência da desvalorização pode levar a um cenário de controles de capital e impacto no comércio global no médio prazo.
Nas próximas 2-4 semanas, o rublo deve permanecer sob pressão, com o euro potencialmente testando a faixa de 100-102 rublos. O Banco Central da Rússia provavelmente intervirá com vendas de moeda estrangeira ou aumentos de juros antes da próxima decisão do FOMC em 16 de setembro, buscando estabilizar a moeda e conter a inflação. A capacidade de sustentação dessas medidas é incerta.
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