Parlamentares da UE colocam cripto na agenda anticorrupção

O Parlamento Europeu (MEPs) propôs que criptomoedas sejam incluídas na agenda de combate à corrupção, solicitando mecanismos mais fortes de recuperação de ativos ilícitos. Ao tratar cripto como ferramenta potencial de lavagem de dinheiro, a medida aumenta a pressão regulatória, elevando custos de compliance e reduzindo a atratividade para usos ilícitos. O canal chega ao investidor brasileiro via possíveis mudanças nas regras de exchanges que operam no Brasil, podendo elevar custos de transação e limitar a disponibilidade de serviços de cripto. A notícia relata que os próprios eurodeputados e a Comissão Europeia são os agentes que impulsionam a proposta; não há reação de fundos ou gestores citada. Paralelo histórico: em 2015 a UE introduziu a Quarta Diretiva de Combate à Lavagem de Dinheiro, que levou a quedas temporárias nos preços de BTC e ETH (cerca de 10% nos meses seguintes). O próximo gatilho a ser monitorado é a publicação da estratégia anticorrupção da Comissão, prevista para o final de 2026. O desfecho dependerá de quão estritos serão os requisitos de rastreamento e de como as exchanges conseguirão cumprir sem afetar a liquidez; requisitos rígidos podem pressionar preços, enquanto normas moderadas podem ter efeito limitado.

Análise

A publicação da estratégia anticorrupção da Comissão Europeia, prevista para o final de 2026, definirá se as exigências serão moderadas ou rígidas, influenciando o comportamento regulatório subsequente.

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