O banco UBS elevou sua previsão de inflação na Zona do Euro, indicando que a inflação principal deve atingir 3.5% em setembro, acima dos 3.2% de agosto, e alcançar um pico de 3.6% no início do próximo ano. A revisão, liderada pela economista Anna Titareva, é impulsionada principalmente pela alta nos preços da energia e por um aumento único nos custos de saúde alemães. Para o investidor brasileiro, um euro mais forte encarece produtos importados da Europa, e a aversão ao risco global pode impactar o Ibovespa e o USDBRL. Em 2022, o choque do gás natural pós-conflito na Ucrânia levou a uma inflação europeia persistente, resultando em um ciclo de aperto de 450 pontos-base pelo BCE. Os próximos dados de inflação da Zona do Euro para setembro e as declarações do BCE serão cruciais para o mercado. No médio prazo, a persistência da inflação acima da meta pode levar o BCE a manter as taxas elevadas, afetando o crescimento econômico e a rentabilidade corporativa na região.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado europeu deve reagir à divulgação dos dados de inflação de setembro, com o BCE provavelmente reforçando sua postura hawkish. No médio prazo, se a inflação persistir, o BCE poderá considerar um novo aumento de 25 pontos-base nas taxas, impactando o crescimento do PIB da Zona do Euro em 0.2-0.3% no próximo trimestre.
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