Os israelenses vão às urnas nesta terça-feira, 27, para eleger o próximo primeiro-ministro, em um cenário de forte crítica ao atual chefe de governo, Benjamin Netanyahu, por supostas falhas de segurança que antecederam os ataques de 7 de outubro de 2023. Naquela ocasião, quase 1.200 pessoas morreram na ação do Hamas. Esta eleição é a primeira desde os atentados e o início da guerra na Faixa de Gaza, com pesquisas indicando uma disputa apertada entre Netanyahu e Gadi Eisenkot, que renunciou ao gabinete de segurança em 2024 por divergências sobre o conflito. O parlamento israelense, o Knesset, possui 120 assentos, e a necessidade de 61 votos para formar um governo torna improvável que um único partido obtenha maioria, exigindo coalizões. O resultado oficial está previsto para 4 de novembro, mas a formação de um novo governo pode levar semanas, dada a complexidade das negociações, podendo até resultar em novas eleições caso não haja consenso.
O desfecho da eleição será definido pelo resultado oficial, previsto para 4 de novembro. Após essa data, o foco se voltará para as negociações de coalizão entre os partidos, que podem se estender por dias ou semanas. A capacidade dos líderes de formar uma maioria estável no Knesset de 120 assentos determinará a duração da incerteza política.
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