Ativa ajusta carteira: riscos políticos em BBAS3 e oportunidade em BBDC4?

A Ativa Investimentos realizou alterações significativas em sua carteira recomendada de ações para setembro de 2026, adicionando as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e da B3 (B3SA3), enquanto removeu Smart Fit (SMFT3) e Bradesco (BBDC4), além de ajustar o peso do Itaú Unibanco (ITUB4). A tese por trás da inclusão de BBAS3 baseia-se no 'trade eleitoral', que antecipa políticas governamentais favoráveis a bancos estatais, e B3SA3 se beneficiaria de maior volume de negociações. No entanto, essa aposta pode ignorar os riscos de intervenção política e a sensibilidade do setor financeiro a mudanças macroeconômicas. Em contraste, a exclusão de BBDC4 e SMFT3, que já estão em downtrend, pode criar pontos de entrada para investidores contrarianos se as preocupações com crédito e consumo forem exageradas. Historicamente, em 2018, antes das eleições, bancos estatais como BBAS3 tiveram volatilidade significativa, com ganhos iniciais seguidos de correções, indicando que o 'trade eleitoral' pode ser de curta duração. Os próximos gatilhos serão as pesquisas eleitorais e as declarações de candidatos sobre a política econômica para 2027. No médio prazo (3-6 meses), a performance desses ativos dependerá mais dos fundamentos econômicos pós-eleição do que da euforia pré-eleitoral, com risco de reversão para BBAS3 se as políticas não se materializarem.

Análise

Nas próximas 4-6 semanas, o 'trade eleitoral' pode impulsionar BBAS3 (R$22.42) e B3SA3 (R$17.51) em até 5%, mas a volatilidade pré-eleitoral de 2026 deve aumentar significativamente. Se as pesquisas indicarem maior risco político ou um cenário de intervenção, esses ganhos podem ser rapidamente revertidos. A decisão do COPOM em 17 de setembro será um gatilho importante para o setor bancário como um todo, influenciando spreads e inadimplência.

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