A Polícia Federal (PF) passou a investigar, sob sigilo, o ex‑ministro da Economia Paulo Guedes em um processo que aponta crime contra o Sistema Financeiro Nacional (SFN). O registro judicial, obtido pelo Valor Econômico, inclui Guedes, o empresário Fábio Lino de Almeida, responsável pela OnilX, e Xavier Sarolli Filho, sócio de empresa listada no quadro societário da OnilX. A suspeita recai sobre irregularidades na captação e administração de recursos, cujos valores não constam do trecho recebido. Guedes atuava como consultor da OnilX e participava de encontros com investidores. A empresa oferecia aplicações com promessas de retorno mensal entre 2 % e 3,81 % e, segundo denúncia de setembro, apresentava dificuldades de resgate, atrasos de rendimentos e adiamentos na devolução de dinheiro. A OnilX foi alvo da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em janeiro de 2026, que suspendeu suas atividades por oferta irregular de valores mobiliários, decisão mantida em abril com exceção para operações de criptoativos não classificados como valores mobiliários. Em 2023, a empresa foi mencionada na CPI das Pirâmides Financeiras, onde se apontou promessa de rendimentos mensais de 2,8 % e comissões de 1 % aos captadores. Em novembro de 2025, a Justiça do Paraná determinou produção de provas sobre R$ 7,8 milhões transferidos à Onil Business entre 2020 e 2021, sem concluir desvio de recursos. O Valor tentou contato com as defesas de Guedes e dos responsáveis, mantendo o espaço aberto para manifestações.
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