A manutenção dos ajustes nas carteiras dos investidores levou o Ibovespa a ampliar as perdas pelo quarto pregão consecutivo e encerrar em queda de 1,06% nesta quinta-feira, aos 169.186 pontos. No pior momento do dia, o índice chegou a tocar os 168.765 pontos, diante da queda intensa de bancos. A formação e o direcionamento fiscal que terá a nova equipe econômica estão no foco do mercado. Hoje mais cedo, a publicação do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, no X, contribuiu para a piora do humor dos mercados locais, ao destacar que o "tesouraço foi derrotado nas urnas" e que "quem está defendendo que Lula faça ajuste fiscal, cortando gastos em políticas sociais, não entendeu nada do que foi essa eleição". Durante a tarde, no entanto, os ativos apresentaram leve melhora, afastando-se dos piores níveis do dia, em meio à notícia da CBN de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) planeja viagem ao Piauí para convidar governador Rafael Fonteles ao Ministério da Fazenda. Ainda que haja incerteza sobre o nome, participantes do mercado afirmaram que o político fez um "bom trabalho fiscal no Piauí". Entre as blue chips, as units do BTG Pactual lideraram as perdas, no valor de 4,05%, em mais um dia negativo para o setor bancário. A exceção ficou para as units do Santander, que subiram 1,19%. Já as ações da Petrobras fecharam mistas: as PN cederam 0,59% enquanto as ON fecharam estáveis (+0,05%). A Vale, por sua vez, terminou em queda de 2,17%, antes de apresentar o seu balanço após o fechamento de hoje. O volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 40,0 bilhões e de R$ 41,7 bilhões na B3. Já em Wall Street, o Nasdaq cedeu 1,38%; o S&P 500 recuou 0,30%; e o Dow Jones fechou em queda de 0,25%.
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