Os ETFs de Bitcoin registraram uma captação líquida de US$854 milhões ao longo de cinco dias, indicando um interesse renovado por parte de investidores. Este fluxo de capital coincide com a diminuição das apostas em novos aumentos de juros, o que historicamente favorece ativos de maior risco como as criptomoedas. Embora o total diário de entradas tenha diminuído ao longo da semana, o movimento beneficia diretamente ETFs como IBIT e FBTC, além do próprio BTC e empresas com exposição significativa como MSTR. Para o investidor brasileiro, ETFs como HASH11 podem se beneficiar indiretamente da liquidez global, mas o impacto direto é limitado pela ausência de ETFs spot de Bitcoin na B3. Um paralelo histórico pode ser traçado com o rally do Bitcoin em 2023, impulsionado por expectativas de juros mais baixos, levando a um aumento de mais de 150%. Os próximos dados de inflação e as comunicações do Federal Reserve serão cruciais para a tese de juros. No médio prazo, se a narrativa de juros baixos se consolidar, o Bitcoin pode ter um novo ciclo de alta, embora a volatilidade do fluxo nos ETFs possa persistir.
Nas próximas 2-4 semanas, o Bitcoin ($65,129 hoje) pode testar a resistência de $70,000, impulsionado por um ambiente de juros estáveis e o fluxo contínuo para ETFs. Gatilhos de aceleração incluem dados de inflação mais baixos e um discurso dovish do Federal Reserve. Para o médio prazo (próximos 3-6 meses), a sustentação acima de $65,000 é crucial para um rally em direção a novos recordes históricos.
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