O governo federal, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, chegou à COP31 na Turquia sem um mapa do caminho para afastar os combustíveis fósseis, apresentando apenas diretrizes. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) foram convocados na sexta-feira (6) para evitar a falta de material na Conferência do Clima da ONU. O presidente Lula emitiu despacho exigindo a elaboração de diretrizes com prazo até fevereiro. Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia (MME), afirmou que o Brasil levará um processo organizado com previsões para a COP31, enquanto João Paulo Capobianco, ministro do Meio Ambiente (MMA), disse que o mapa será apresentado na COP32 em 2027. Miriam Belchior, ministra-chefe da Casa Civil, observou que o país não se comprometeu a entregar o roadmap agora, apenas a estabelecer critérios. O CNPE indica que o mapa será construído em até 270 dias a partir da definição dos integrantes de um grupo de trabalho, com possibilidade de prorrogação por 90 dias, envolvendo representantes do setor produtivo, especialistas e organizações da sociedade civil. Ambientalistas, como Marta Salomon do Instituto Talanoa, expressaram frustração, alertando que o mapa só estaria pronto no final de 2027, quando o planeta se aproximaria do limite de 1,5 grau de aquecimento. O mapa para acabar com o desmatamento foi aprovado em reunião ordinária do CIM, com revisão bianual, e integra o Plano Clima, buscando equilíbrio nos seis biomas.
A definição do desfecho dependerá da publicação oficial das diretrizes de transição energética pelo Ministério de Minas e Energia até o prazo de fevereiro de 2027 e da entrega efetiva do mapa completo dentro do período de 270 dias, com possível prorrogação, conforme estabelecido pelo CNPE. O acompanhamento dos documentos oficiais e das atas das reuniões do CNPE e do CIM nas próximas semanas será decisivo.
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