A OPEP+ anunciou um aumento na sua cota de produção de petróleo em 188.000 barris por dia (bpd) para o mês de setembro, elevando a produção total para 31.01 milhões bpd. Este movimento da aliança de produtores sinaliza uma política de maior oferta no mercado global. O incremento, mesmo que marginal, contribui para um excedente no mercado, exercendo pressão de baixa sobre os preços do Brent e WTI. Como consequência, produtoras de petróleo como PETR4, PRIO3 e XOM podem ter suas receitas e lucratividade impactadas negativamente, enquanto companhias aéreas como AZUL4 e GOLL4 e petroquímicas como BRKM5 podem se beneficiar de custos de insumos menores. Para o investidor brasileiro, a queda nos preços do petróleo pode aliviar pressões inflacionárias, mas impacta negativamente o desempenho das petroleiras na B3. Em 2014, a OPEP decidiu manter a produção elevada apesar da desaceleração da demanda, levando a uma queda de mais de 50% nos preços do petróleo Brent em seis meses, de aproximadamente $115 para $50 o barril. O próximo gatilho a monitorar é a reunião da OPEP+ em outubro para novas decisões de quotas, bem como dados de demanda global. No médio prazo, a volatilidade dos preços do petróleo será ditada pelo equilíbrio entre a política de oferta da OPEP+ e a resiliência da demanda global frente a potenciais desacelerações.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os preços do Brent (negociado a $88.90 hoje) testem a faixa de $85-87 o barril, com potencial para cair a $80 se a demanda não reagir ao aumento da oferta. Um rompimento consistente acima de $90 indicaria que o mercado já precificou o aumento da oferta, mas a probabilidade é baixa sem um novo choque de demanda. A reunião da OPEP+ em outubro será crucial para reavaliar o patamar de preços e as políticas futuras de produção.
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