O número de assessores de investimentos credenciados no Brasil expandiu em 2.282 nos primeiros oito meses de 2026, alcançando um total de 26.640 profissionais, conforme dados da Ancord. Apenas em agosto de 2026, foram 259 novos credenciamentos, com 75,2% dos assessores atuando vinculados a instituições do mercado financeiro. Este crescimento indica uma maior demanda por serviços de aconselhamento financeiro e uma crescente sofisticação do investidor brasileiro. Consequentemente, a B3 e grandes bancos com plataformas de investimento, como o Itaú Unibanco e o BTG Pactual, tendem a se beneficiar do aumento da base de clientes e do volume transacionado. Historicamente, períodos de expansão na base de assessores correlacionam-se com maior captação de recursos e diversificação de portfólios. O próximo evento a monitorar é a divulgação de novos dados de credenciamento pela Ancord, que pode confirmar a continuidade ou desaceleração dessa tendência. No médio prazo, o cenário aponta para um mercado financeiro brasileiro mais robusto e com maior penetração entre a população.
Nas próximas 6-12 semanas, espera-se que o crescimento no número de assessores de investimentos continue, mantendo um ritmo consistente com os 259 novos credenciamentos mensais de agosto. O principal gatilho para uma aceleração seria a manutenção de um ambiente de juros atrativo para renda variável, enquanto um aumento inesperado na Selic poderia desacelerar o movimento. No médio prazo (6-12 meses), a tendência é de um mercado de capitais mais robusto, com maior capilaridade e volume, beneficiando as empresas de infraestrutura de mercado e os grandes players financeiros.
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