A China anunciou que seu gasto em pesquisa e desenvolvimento chegou a 3,92 trilhões de yuans em 2025, representando 2,8% do PIB, superando a média da OCDE pela primeira vez. O ministro da Ciência e Tecnologia, Yin Hejun, atribuiu o aumento à busca por maior autossuficiência tecnológica. Esse nível recorde de investimento eleva a demanda por equipamentos avançados de fabricação de semicondutores, como litografia, gravação e inspeção. Empresas que fornecem esses equipamentos, especialmente nas áreas de litografia e processos de wafer, devem ver seus pedidos crescerem nos próximos meses. O impulso também beneficia designers de chips que se beneficiarão de maiores recursos de P&D nas fábricas chinesas. Para investidores brasileiros, a tendência indica exposição positiva ao setor de semicondutores global, com potencial de valorização de ações listadas nos EUA e Europa. Bancos e fundos de investimento já começaram a reequilibrar posições, aumentando a exposição a esses nomes. O próximo gatilho será a divulgação de novos projetos de fábricas de chips na China, prevista para o próximo trimestre.
Nas próximas 4‑6 semanas, a confirmação de novos projetos de fabs chinesas deve elevar as ações de ASML, LRCX, AMAT, KLAC e NVDA em torno de 3‑5%, com risco de reversão caso sanções sejam anunciadas antes do fim do mês.
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