Gestora de R$2 Tri Compra Treasuries, Preferindo Renda Fixa a Ações

Lombard Odier, gestora suíça com R$ 2 trilhões em ativos sob gestão, retomou a compra de títulos do Tesouro dos EUA pela primeira vez em ao menos cinco anos, baseando-se na avaliação de que as taxas de juros americanas elevadas oferecem um retorno mais atraente que o mercado de ações. Essa movimentação reflete uma preferência institucional por renda fixa com rendimentos mais altos, deslocando capital de ativos de risco como ações para a segurança e o retorno garantido dos bonds. Historicamente, durante o ciclo de alta de juros do Fed em 2018, muitos fundos globais também reduziram exposição a equities para se posicionar em bonds, resultando em uma queda de 6,2% no S&P 500 no último trimestre daquele ano. A próxima divulgação do payroll dos EUA em 2026-10-02 será crucial para confirmar se o cenário de 'juros altos por mais tempo' persistirá, influenciando as decisões de alocação dos gestores. No médio prazo (próximos 6-12 meses), a manutenção de yields elevados nos EUA pode consolidar uma era de maior rentabilidade para a renda fixa global, com implicações duradouras para a valuation de ações e o fluxo de capital para mercados emergentes.

Análise

Nos próximos 1-3 meses, espera-se que a demanda por Treasuries (TLT, IEF) se mantenha forte, com o US 10Y yield atual em 5.16% agindo como um ímã para o capital. O payroll de 2026-10-02 será um gatilho crítico; um número forte solidificaria a tese de juros altos.

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