Os rendimentos dos títulos globais atingiram o patamar mais elevado desde 2008, com o Treasury de 30 anos dos EUA marcando 5% antes da surpresa do Secretário do Tesouro Scott Bessent em aumentar o programa de recompra de títulos e do discurso hawkish do Presidente do Fed Kevin Warsh em Jackson Hole. Esse movimento reflete a percepção do mercado sobre a persistência inflacionária e a necessidade de juros mais altos para ancorar expectativas, elevando o custo de capital para governos e empresas. Consequentemente, ETFs de renda fixa de longa duração como TLT são pressionados para baixo, enquanto ações de crescimento como TSLA e MSFT enfrentam valuations mais desafiadores devido à maior taxa de desconto. Para o investidor brasileiro, o aumento dos juros nos EUA pode atrair capital para o dólar, pressionando o USDBRL para cima e as ações brasileiras (IVVB11) para baixo. Um paralelo histórico relevante é o 'Taper Tantrum' de 2013, que gerou um aumento abrupto nos yields e volatilidade nos mercados emergentes. Os próximos gatilhos incluem o payroll de 4 de setembro e a decisão do FOMC em 16 de setembro, que serão cruciais para a trajetória dos rendimentos. No médio prazo, espera-se uma reconfiguração das alocações globais, com potencial de desaceleração econômica e continuidade da pressão sobre o dólar e yields.
Nas próximas 2-4 semanas, espera-se que os rendimentos dos Treasuries dos EUA permaneçam sob pressão de alta, com o 30-year buscando….
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real