O petróleo registrou queda na segunda-feira (19), após uma sessão de negociações voláteis nos mercados internacionais. O Brent para dezembro fechou em baixa de 0,28%, ou US$ 0,31, a US$ 109,55 por barril na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para o mesmo mês recuou 0,48%, ou US$ 0,48, para US$ 98,54 por barril. A movimentação do mercado refletiu a dualidade entre a alta das tensões no Oriente Médio e o alívio de parte das sanções e tarifas impostas à Rússia. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou na sexta-feira o abrandamento das sanções à Rússia, acusando Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, de prejudicar o abastecimento mundial de diesel com ataques a refinarias russas. No Oriente Médio, Trump reforçou apoio à reeleição de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, e ameaçou o Irã com intensificação de ações caso Teerã não altere sua postura. Christopher Tahir, estrategista sênior de mercado da Exness, observou que as hostilidades na região, incluindo as tensões entre Arábia Saudita e Houthis e as restrições no Estreito de Ormuz, limitaram uma queda mais acentuada do petróleo. O mercado também reagiu à informação, publicada pelo The New Arab, de que Washington e Teerã podem anunciar ainda nesta semana um avanço em negociações mediadas por Catar e Paquistão para evitar a retomada da guerra. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, confirmou que a proposta de reabertura do Estreito de Ormuz, apresentada aos Estados Unidos, segue em discussão.
O desfecho da dinâmica dos preços do petróleo dependerá do avanço das negociações entre EUA e Irã, com anúncios esperados ainda nesta semana, e da real implementação do abrandamento das sanções à Rússia. Acompanhar as declarações de Donald Trump e os relatórios sobre o tráfego no Estreito de Ormuz será crucial.
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