Na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) após as eleições, a autoridade decidiu manter a taxa Selic em 13,75% ao ano. A decisão ocorreu em um contexto de pressão inflacionária, tensões externas e descrença do mercado na capacidade fiscal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até poucos dias antes, a maioria dos analistas esperava um corte adicional de 0,25 ponto percentual, mas a eleição provocou uma reversão de expectativas. O dólar subiu de R$ 4,96 para cerca de R$ 5,40, representando alta de 8%, enquanto a inflação oficial (IPCA) acumulou 4,58% em 12 meses, ultrapassando o teto da meta de 4,5%. A inflação de serviços registrou alta superior a 7%, pressionando a manutenção de juros restritivos. Guilherme Ghidetti, da Jera Capital, e Gabriel Magno, da AW Capital, destacaram que o mercado perdeu a expectativa de corte após o caos do dia 26 de outubro. Economistas da Blue3 Investimentos, Suno Research e BV reforçaram a perspectiva de estabilidade da Selic até ao menos o segundo trimestre de 2027, citando ainda o impacto do El Niño nos alimentos e do petróleo acima de US$ 110 o barril.
A decisão do Copom na próxima reunião (prevista para dezembro de 2026) definirá se haverá manutenção ou início de cortes na Selic, dependendo dos dados de inflação mensal (IPCA) e da evolução do câmbio nos próximos dois meses.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real