O metal precioso para entrega em agosto registrou uma valorização de 1,60%, atingindo o patamar atual de $4068.90, após a divulgação de um CPI abaixo das expectativas. Este dado macroeconômico diminuiu a probabilidade de novas elevações nas taxas de juros, o que consequentemente reduziu o rendimento dos Treasuries e enfraqueceu o dólar americano. Tal movimento macroeconômico beneficiou diretamente ativos como GLD e impulsionou as ações de mineradoras como NEM. Para o investidor brasileiro, um dólar mais fraco (USDBRL atual em 5.0755) pode aliviar a pressão inflacionária de importados, mas também impacta o retorno de ativos dolarizados. Historicamente, em ciclos de desinflação e menor aperto monetário, como no período pós-crise de 2008 e em 2019, o ouro demonstrou resiliência e valorização. O próximo gatilho a monitorar será a próxima divulgação do CPI e os comunicados do Federal Reserve nas próximas semanas. No médio prazo (3-6 meses), um ambiente de juros estáveis ou em queda, combinado com incertezas geopolíticas persistentes, tende a sustentar a demanda por ouro, embora movimentos mais agressivos do Fed possam alterar o cenário.
Nas próximas 2-4 semanas, o ouro ($4068.90 hoje) deve manter-se em patamar elevado, testando a resistência de US$ 4.100-4.120, impulsionado pela expectativa de juros mais baixos e dólar fraco. O principal gatilho para uma aceleração ou reversão será a próxima leitura do CPI e as declarações do Federal Reserve sobre a política monetária, com especial atenção aos comentários sobre a taxa de juros e o balanço patrimonial. No médio prazo (3-6 meses), a sustentação do ouro dependerá da capacidade do Fed de controlar a inflação sem induzir uma recessão profunda, mantendo o dólar sob controle.
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