Amazon (AMZO34): AWS segue firme, mas caixa negativo provoca queda nas ações; o que fazer agora?

A Amazon (B3: AMZO34 | Nasdaq: AMZN) divulgou números mistos na última quinta-feira (29), referentes ao 3T26. Mais uma vez, a divisão de computação em nuvem foi o destaque. Contudo, os investimentos associados ao segmento de cloud pressionaram o caixa da companhia. AWS registra maior ritmo de expansão A receita total cresceu 12% na comparação anual, somando US$ 201,9 bilhões, em linha com as expectativas. O câmbio menos favorável e a antecipação do Prime Day para o 2T26 foram fatores que, apesar de esperados, impactaram algumas linhas da companhia. Por região, as vendas na América do Norte atingiram US$ 112,9 bilhões, um crescimento anual de 6%. As operações internacionais acumularam receita de US$ 43,1 bilhões, alta de 5% na comparação anual, ou 8% excluindo o câmbio. A AWS, principal aposta da Amazon para sustentar seu crescimento nos próximos anos, registrou seu maior ritmo de expansão em quase cinco anos. A receita alcançou US$ 46,0 bilhões, alta de 39% na comparação anual, enquanto a margem operacional avançou 4,1 pontos percentuais, atingindo 38,7%. A companhia também sinalizou que esse ritmo deve se sustentar. Andy Jassy afirmou esperar crescimento de receita da AWS acima de 40% tanto em 2027 quanto em 2028. Ou seja, a projeção sugere que a Amazon pode ter dois negócios com receita de US$ 1 trilhão nos próximos 5 a 10 anos. Resultados mostram 3T26 desigual Outros destaques operacionais mostraram um trimestre mais desigual. A receita com publicidade atingiu US$ 19,6 bilhões, crescimento de 11% na comparação anual (12% excluindo o câmbio), com a desaceleração explicada por efeitos de calendário ligados ao Prime Day. Já as lojas online faturaram US$ 68,5 bilhões (+2% a/a), enquanto os serviços prestados a vendedores terceiros somaram US$ 46,5 bilhões, avanço de 9%, e as assinaturas chegaram a US$ 14,0 bilhões (+11%). No consolidado, o lucro operacional somou US$ 28,1 bilhões, contra US$ 17,4 bilhões um ano antes, e a margem operacional alcançou 13,9%, um avanço de 4,2 pontos percentuais e o maior nível já registrado pela companhia. Já o lucro líquido recuou para US$ 20,7 bilhões, com lucro por ação de US$ 1,89, 3% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior e abaixo das expectativas. O resultado reflete a base comparativa inflada pelos US$ 9,5 bilhões em ganhos não operacionais antes de impostos com o investimento na Anthropic no 3T25. Fluxo de caixa negativo provoca queda nas ações Apesar dos números mistos, mas majoritariamente em linha com as expectativas, um dos principais pontos de preocupação foi o investimento em infraestrutura, que superou significativamente o esperado. Os desembolsos somaram US$ 77,2 bilhões no trimestre, muito acima dos US$ 58,8 bilhões projetados. Com isso, o fluxo de caixa livre registrou uma saída expressiva de US$ 42,4 bilhões, um dos principais fatores por trás da queda de 7% da ação no pré-mercado. Apesar disso, a companhia manteve a projeção de aproximadamente US$ 220 bilhões em investimentos em 2026. Caso esse guidance seja mantido, podemos esperar um volume menor de investimentos no próximo trimestre, em torno de US$ 44,3 bilhões. Em relação à receita esperada para o quarto trimestre de 2026, a companhia projeta entre US$ 240 bilhões e US$ 247 bilhões, o que representa um crescimento anual entre 12% e 16%, além de lucro operacional entre US$ 28,5 bilhões e US$ 33,5 bilhões. Amazon (AMZO34): movimento reflete aversão ao risco no mercado Apesar de liderar o mercado de computação em nuvem em participação e continuar expandindo suas margens, a AWS enfrenta um questionamento crescente sobre o retorno dos investimentos, diante das saídas expressivas de caixa, enquanto no trimestre passado, o mercado havia recebido esses investimentos como um voto de confiança, apoiado na relevância da AWS e na geração de caixa mais favorável. Ainda assim, não interpretamos o movimento como uma deterioração estrutural, mas como reflexo de um mercado mais avesso ao risco em tecnologia. O foco agora está na trajetória de consumo de caixa e na capacidade de as margens maiores compensarem os investimentos. Dado o forte posicionamento nas frentes tradicionais e mais tecnológicas, além do valuation atrativo de 24,3x o lucro esperado para os próximos 12 meses, seguimos recomendando Amazon (B3: AMZO34 | Nasdaq: AMZN) como uma das principais teses da carteira IA + Tech. O post Amazon (AMZO34): AWS segue firme, mas caixa negativo provoca queda nas ações; o que fazer agora? apareceu primeiro em Empiricus.

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