Dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos vieram acima das projeções, levando o dólar a se fortalecer globalmente. No Brasil, o dólar à vista encerrou o dia em R$ 5,0289, com alta de 0,17% no mercado à vista. A inflação mais persistente nos EUA sinaliza que o Federal Reserve (Fed) poderá manter sua política monetária restritiva, com juros elevados por mais tempo. Isso aumenta o diferencial de juros entre os EUA e outras economias, tornando os ativos denominados em dólar mais atrativos. O fortalecimento do dólar em relação ao real impacta diretamente o poder de compra de produtos importados e a inflação interna, à medida que bens e serviços cotados em dólar ficam mais caros. Isso pode pressionar o Banco Central do Brasil a manter a Selic em patamares elevados para conter a inflação importada. Em 2022, a escalada inflacionária global e o ciclo de aperto monetário do Fed impulsionaram o DXY (índice do dólar) em cerca de 8%, impactando negativamente moedas emergentes e ativos de risco. O próximo dado de inflação ao consumidor dos EUA (CPI), agendado para 10 de novembro de 2026, será um ponto crucial para monitorar a trajetória da política monetária do Fed. O desfecho dependerá da evolução dos próximos dados de inflação e emprego nos EUA, que determinarão a postura do Fed e o apetite por risco global.
A decisão de juros do FOMC em 28 de outubro de 2026 e o relatório de emprego dos EUA (payroll) em 6 de novembro de 2026 são os próximos eventos que definirão a trajetória da política monetária do Fed, influenciando diretamente o comportamento do dólar e o apetite global por risco.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real