Sem Flávio, Tarcísio, Michelle e Rogério Marinho disputam protagonismo da direita

A derrota de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial e as notícias sobre sua saída do Brasil abriram uma disputa pela liderança da direita durante o quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece como principal alternativa para projetar a oposição nacionalmente. Michelle Bolsonaro e o senador Rogério Marinho (PL-RN) também buscam espaço e podem influenciar a escolha de um candidato presidencial em 2030. A disputa ocorre enquanto Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, Eduardo permanece nos Estados Unidos e Flávio enfrenta restrições do Supremo Tribunal Federal (STF) para deixar o país. Tarcísio tem apoio de setores do Centrão e mantém diálogo com empresários, mercado financeiro e partidos de centro-direita. Reeleito em primeiro turno, defende uma oposição focada em custo de vida, segurança, controle de gastos e crescimento econômico. Leia também Lula 4: como o governo pretende lidar com Trump e reconstruir a relação com os EUA Nova correlação de forças deverá facilitar condições para que o pragmatismo prevaleça Vice de Flávio, Alfredo Gaspar reconhece derrota para Lula Sem citar Lula nominalmente, deputado destacou o desempenho do PL nas urnas e prometeu manter as bandeiras da campanha Na terça-feira (27), publicou um vídeo defendendo que seus aliados apresentem propostas para os próximos quatro anos. “A eleição passou, mas não passou o desejo de ministérios com gente técnica e séria, de um governo que corte gastos e tire o peso dos impostos das costas do cidadão”, afirmou. A postura contrasta com a de Flávio, que anunciou a intenção de contestar judicialmente a eleição. Aliados avaliam que Tarcísio poderá chegar a 2030 como candidato competitivo, embora ele diga que a decisão dependerá dos resultados de seu segundo mandato em São Paulo. O que Lula já disse sobre ajuste fiscal e o que falta esclarecer para o 4º mandato Michelle busca candidatura nacional Eleita senadora pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro tenta ampliar sua influência no PL e é considerada por aliados uma possível candidata à Presidência em 2030. Ela mantém forte presença entre mulheres, evangélicos e eleitores conservadores. Na terça-feira (27), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, publicou uma foto ao lado da ex-primeira-dama após uma conversa sobre o futuro do partido. “Seguimos unidos, com diálogo, responsabilidade e compromisso com o Brasil”, escreveu. Michelle pode representar a continuidade do bolsonarismo caso Jair Bolsonaro permaneça impedido de disputar eleições. Sua candidatura, porém, enfrenta resistências dentro da própria família e poderia dividir o eleitorado de direita com Tarcísio. Lula mira Centrão para montar ministério e negociar apoio de Congresso mais à direita Marinho articula no Senado Ex-ministro de Jair Bolsonaro e coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho pretende disputar a presidência do Senado contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), apoiado por Lula. A eleição de 2027 será um teste para a oposição. O PL ampliou sua bancada e pretende usar o Senado para pressionar o governo, fiscalizar medidas econômicas e avançar pedidos de impeachment de ministros do STF. Marinho não é apontado como principal candidato presidencial, mas poderá ter papel decisivo na escolha do nome da direita em 2030. Centrão avalia alternativas A derrota de Flávio e as investigações envolvendo a família Bolsonaro levaram partidos de centro-direita a discutir a conveniência de manter o bolsonarismo como principal referência eleitoral. Tarcísio é visto como uma opção capaz de dialogar com diferentes setores. Michelle, por outro lado, preserva a identidade bolsonarista e mantém conexão direta com a base do ex-presidente. A reorganização, contudo, enfrenta um obstáculo: Jair Bolsonaro continua sendo a principal referência simbólica de parte expressiva desse eleitorado. Um afastamento completo da família poderia provocar resistência entre os militantes. As pontas soltas de Lula: STF, bets, segurança e ajuste fiscal após a reeleição A direita deverá funcionar, inicialmente, com diferentes lideranças. Tarcísio buscará organizar a oposição e apresentar uma agenda nacional; Michelle tentará consolidar uma candidatura ligada ao legado de Bolsonaro; e Marinho concentrará esforços no Congresso. As negociações pelo comando do Congresso, em fevereiro de 2027, ajudarão a definir o peso de cada liderança. A escolha do candidato presidencial dependerá do desempenho de Tarcísio, da força eleitoral de Michelle, da atuação de Marinho no Senado e da relação de todos eles com Jair Bolsonaro e seus apoiadores. The post Sem Flávio, Tarcísio, Michelle e Rogério Marinho disputam protagonismo da direita appeared first on InfoMoney.

CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real