O dólar comercial encerrou o pregão em queda de 1%, com o real brasileiro apresentando o melhor desempenho entre as principais moedas globais, em um movimento impulsionado por dados de inflação mais brandos nos EUA em junho. O Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano, tanto o índice cheio quanto o núcleo, veio abaixo das projeções, reduzindo a pressão sobre o Federal Reserve para novas elevações de juros. Este mecanismo econômico fortalece a percepção de um ciclo de aperto monetário menos agressivo, levando a um enfraquecimento do dólar e maior apetite por risco em mercados emergentes como o Brasil, beneficiando ativos como o BOVA11 e empresas domésticas sensíveis a juros como a MGLU3. Para investidores brasileiros, a valorização do real (USDBRL em queda) melhora o poder de compra e pode antecipar um ciclo de flexibilização monetária local. Historicamente, surpresas negativas na inflação dos EUA, como observado em novembro de 2022, resultam em valorização de ativos de risco e moedas emergentes. O próximo gatilho crítico será a ata da reunião do FOMC e os próximos dados de CPI, com o horizonte de médio prazo apontando para uma possível estabilização ou enfraquecimento adicional do dólar se a tendência desinflacionária persistir.
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