A área técnica da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimou em R$ 55,1 bilhões as despesas brutas da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) em 2027, primeiro ano de vigência do teto sancionado em 2025. Após a aplicação do limite e dos ajustes financeiros previstos, a proposta apresentada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) ficou em R$ 47,842 bilhões, valor que será custeado pelos consumidores nas tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição. Em 2026, o montante considerado para a CDE é de R$ 47,793 bilhões. Para 2027, a estimativa representa crescimento de aproximadamente 0,10%, ou R$ 49 milhões. Os técnicos da Aneel classificam o cenário como de relativa estabilidade. Pelo novo regime, os valores que excederem o teto deixam de ser repassados aos consumidores e passam a ser pagos pelos beneficiários dos subsídios responsáveis pela ultrapassagem. Esse mecanismo será viabilizado pelo Encargo de Complemento de Recursos (ECR), estimado em R$ 6,369 bilhões para 2027. Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural! Entre os itens com despesas acima do limite, as fontes incentivadas somam previsão de R$ 18,8 bilhões, ante teto de R$ 16,8 bilhões. A diferença é de R$ 1,9 bilhão, equivalente a 10,3%. No caso da Micro e Minigeração Distribuída (MMGD), a despesa estimada é de R$ 8,455 bilhões, frente a limite de R$ 4,028 bilhões, patamar 52,4% superior ao limitador. A Aneel também projeta mudanças regionais nos custos unitários da CDE. A previsão é de aumento de 7,3% no Norte e Nordeste e redução de 3,8% no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Para os consumidores de baixa tensão, o impacto tarifário estimado é de alta de 0,77% no Norte e Nordeste e queda de 0,62% no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Instituída em lei de 2002, a CDE é um fundo setorial destinado ao custeio de políticas públicas do setor elétrico. A lei de 2025 que criou o teto deixou fora do limite despesas com a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), Tarifa Social, Programa Luz para Todos, Mais Luz para a Amazônia, subsídios de irrigação e subvenções de cooperativas e pequenas distribuidoras. Para 2027, a proposta da CDE aponta despesa custeada pelos consumidores de R$ 47,842 bilhões, com aplicação do teto legal e cobrança complementar de R$ 6,369 bilhões dos agentes responsáveis pela parcela que exceder o limite. Fonte: Estadão Conteúdo O post CDE custeada pelo consumidor é estimada em R$ 47,8 bilhões em 2027 apareceu primeiro em Canal Rural.
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