Empresas brasileiras solicitaram que o governo acelere a agenda de adaptação climática diante do risco intensificado de El Niño. O fenômeno pode gerar seca prolongada, reduzindo a produção de soja, milho e café, pressionando a oferta e elevando os preços internacionais desses commodities. Para o investidor brasileiro, o risco de safra pode impactar o real e o IBOV, com maior volatilidade nos setores de agronegócio e fertilizantes. Em 2015, um forte El Niño reduziu a produção de soja em 15% e impulsionou o preço do contrato futuro de soja em cerca de 12% nos seis meses seguintes. O próximo monitoramento deve focar nas previsões do INMET e nos relatórios de safra do Conab nas próximas semanas. No médio prazo, se a seca se confirmar, exportadores podem registrar alta de 5‑8% nas receitas, enquanto fertilizantes podem cair 3‑5% até o próximo ciclo de plantio.
Nas próximas 4‑6 semanas, as projeções do INMET e os relatórios do Conab definirão se a seca se consolidará; se confirmar, espera‑se alta de 5‑8% nas ações de exportadores agrícolas e queda de 3‑5% nas de fertilizantes. O gatilho será a divulgação da estimativa de produção da safra de soja.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real