Professor Mira, conforme noticiado, aumentou sua exposição em fundos imobiliários de tijolo. A justificativa para essa movimentação é o cenário de queda dos juros, que historicamente favorece ativos de renda imobiliária. FIIs de tijolo, que investem diretamente em imóveis como shoppings, escritórios e galpões logísticos, tendem a se beneficiar com juros menores, pois o custo de capital para novos empreendimentos diminui e o valor presente dos aluguéis futuros aumenta. O impacto se estende ao mercado imobiliário brasileiro, influenciando o valor dos imóveis e o rendimento dos aluguéis, que são a base dos lucros dos fundos. Em ciclos passados de queda da Selic, como entre 2016 e 2020, o IFIX (índice de FIIs) apresentou valorização significativa, com muitos FIIs de tijolo superando a renda fixa. O principal gatilho a monitorar é o ciclo de cortes da Selic pelo Banco Central. O desfecho dependerá da intensidade e duração da queda dos juros, bem como da recuperação econômica que sustente a demanda por aluguéis.
Acompanhar as próximas reuniões do Copom (4 e 5 de novembro de 2026) para observar a continuidade do ciclo de cortes da Selic, que é o principal driver para o setor imobiliário e FIIs de tijolo, e a divulgação de dados macroeconômicos de inflação e PIB.
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