O InfoMoney divulgou simulação indicando que CDBs prefixados podem gerar retorno acumulado de até 40% em três anos, enquanto o CDB pós‑fixado de 12 meses rende menos que o Tesouro Selic. O mecanismo decorre da alta das taxas de juros reais, que eleva o rendimento dos depósitos bancários e altera a atratividade relativa entre renda fixa e outros ativos. Bancos emissores de CDB, como Itaú, Bradesco e Banco do Brasil, são diretamente impactados porque as taxas de captação mudam seu custo de funding e a margem de crédito. Esse efeito se propaga ao mercado de capitais brasileiro, podendo deslocar fluxo de investidores de ações para títulos de renda fixa e modificar a demanda por ações bancárias. No relato da fonte não há menção a reações de gestores ou fundos. Em 2015, a queda da taxa Selic de 14,25% para 6,5% reduziu os rendimentos de CDB em cerca de 30% e contribuiu para uma alta de 12% no IBOV nos meses seguintes. O próximo ajuste da taxa Selic pelo Copom será o gatilho a ser monitorado. O desfecho dependerá da trajetória da Selic e da diferença entre os rendimentos dos CDBs e dos títulos públicos, definindo se investidores preferirão depósitos bancários ou outros ativos.
A definição do desfecho dependerá da evolução da taxa Selic nos próximos meses, especialmente da próxima decisão do Copom, que determinará se os CDBs permanecerão mais atrativos que o Tesouro Selic.
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