JPMorgan: Ações Podem Subir Mesmo com Juros Elevados Testando Lucros

Grace Peters, do JPMorgan Chase & Co., afirmou que as ações têm potencial para continuar sua trajetória de alta, mesmo com o aumento dos rendimentos dos títulos elevando a exigência para o crescimento dos lucros. O mecanismo subjacente é que juros mais altos tipicamente aumentam o custo de capital e o desconto de fluxos de caixa futuros, pressionando as avaliações de ações, especialmente as de crescimento. Para o investidor brasileiro, o aumento dos rendimentos nos EUA pode atrair capital para fora de mercados emergentes, impactando o USDBRL e, indiretamente, o IBOV. Historicamente, períodos de forte crescimento econômico em 2004-2006 viram ações subirem mesmo com o Fed elevando os juros de 1% para 5.25%. O próximo gatilho a monitorar é a temporada de resultados corporativos do 4º trimestre de 2026, que testará a capacidade das empresas de superar as expectativas. No médio prazo, se a inflação desacelerar e os lucros se mantiverem robustos, o cenário para ações pode permanecer construtivo, apesar da pressão inicial dos juros.

Análise

Nas próximas 4-6 semanas, espera-se que o mercado de ações, especialmente nos EUA, mostre resiliência. Se o payroll de 2 de outubro de 2026 indicar um mercado de trabalho ainda forte, mas sem pressão inflacionária excessiva, pode haver um suporte adicional para as ações. O principal gatilho de aceleração seria uma sinalização do Fed de que o ciclo de alta dos juros está se aproximando do fim, ou que a inflação está sob controle, permitindo que os lucros se tornem o foco principal dos investidores.

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