A China importou mais de 1.000 toneladas de ouro este ano, atingindo níveis recordes, conforme dados da Bloomberg Markets. Essa escalada nas importações é atribuída à forte demanda de investimento, que se beneficia da queda dos preços internacionais do ouro e da valorização do yuan. Para o investidor brasileiro, o movimento reforça a tese de diversificação em metais preciosos, potencialmente elevando o custo de aquisição do ouro em BRL se a demanda global persistir. Historicamente, em períodos de desvalorização cambial doméstica, como a crise asiática de 1997, a demanda por ouro asiática aumentou para proteção de riqueza. O próximo dado a monitorar será o relatório trimestral do World Gold Council sobre a demanda global, que pode confirmar a tendência e o fluxo institucional. No médio prazo, se a desdolarização continuar e a instabilidade geopolítica persistir, a demanda por ouro da China e de outros bancos centrais de mercados emergentes deve sustentar patamares elevados.
Nas próximas 4-6 semanas, a demanda chinesa deve continuar a atuar como um forte suporte para o ouro, com GLD potencialmente testando $4450-4500. Um gatilho para aceleração seria a confirmação de compras por outros bancos centrais ou um enfraquecimento contínuo do dólar, enquanto um dólar mais forte seria o principal risco.
CryptoAlerta — análise de criptomoedas e mercado em tempo real