A Índia, por meio do piloto "Demat 2.0" da SEBI e do RBI, deu início à tokenização de seu mercado de títulos corporativos avaliado em US$620 bilhões. Já foram captados aproximadamente US$107 milhões por três empresas através da emissão desses títulos como tokens digitais, com liquidação na rupia digital de atacado. O mecanismo central envolve a utilização de tecnologia blockchain para a emissão e liquidação dos títulos, prometendo maior eficiência, transparência e redução de custos operacionais no processo. Essa medida pode impulsionar significativamente a liquidez e a acessibilidade do mercado de títulos corporativos indiano, beneficiando bancos, corretoras e empresas de tecnologia financeira no país. Para investidores brasileiros, o piloto indiano serve como um importante precedente para a inovação em ativos digitais em mercados emergentes, indicando futuras oportunidades em investimentos transfronteiriços via títulos tokenizados. A postura proativa dos reguladores indianos, SEBI e RBI, sinaliza uma tendência global de exploração de CBDCs de atacado e tokenização de ativos tradicionais por outras autoridades monetárias. Um paralelo histórico relevante é a introdução dos sistemas de negociação eletrônicos nos mercados de ações globais nos anos 90, que aumentaram a liquidez em até 30% e reduziram os custos de transação. O próximo gatilho a monitorar será a expansão do "Demat 2.0" para um número maior de emissores e o crescimento do volume total de capital levantado, com foco nos relatórios de adoção nos próximos trimestres. No médio prazo, essa tokenização tem o potencial de redefinir a infraestrutura do mercado de capitais indiano, estabelecendo um modelo replicável para outras economias emergentes e acelerando a adoção global de CBDCs de atacado e Real World Assets (RWAs).
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