Morgan Stanley prevê alta de lucros em ações não-tech nos EUA

Morgan Stanley, via seus estrategistas, incluindo Wilson, antecipa uma temporada de resultados com lucros fortes para ações americanas fora do setor de tecnologia, sinalizando uma expansão do atual rali acionário. A diversificação dos ganhos corporativos sugere que a recuperação econômica está se consolidando e atingindo setores mais amplos, o que pode atrair capital para empresas de valor e small-caps, reduzindo a concentração de mercado. Este movimento pode beneficiar ETFs de small-caps como IWM e de valor como VTV, além de impulsionar ações em setores como financeiro (JPM) e industrial (CAT, DE). Embora o impacto direto no Brasil seja indireto, uma melhora global do apetite por risco pode favorecer exportadoras brasileiras (VALE3) e o Ibovespa (BOVA11) via fluxo de capital. Em 2016, após um período de dominância tech, a eleição de Trump e a expectativa de infraestrutura geraram um rali em setores cíclicos, com o Russell 2000 (IWM) superando o Nasdaq 100 (QQQ) em cerca de 15% no segundo semestre. A divulgação dos próximos resultados trimestrais das empresas não-tech nas próximas semanas será o principal catalisador para confirmar ou refutar essa tese. No médio prazo (próximos 6-12 meses), a sustentação desse movimento pode levar a uma reavaliação dos múltiplos de empresas de valor e um desempenho superior do mercado mais amplo em relação às big techs.

Análise

Nas próximas 4-8 semanas, o mercado observará atentamente os balanços das empresas não-tecnológicas para confirmar a tese de Morgan Stanley. Se os resultados forem robustos, o IWM ($245.34 hoje) pode ver uma valorização de 5-8%, atingindo a faixa de $255-$265. Gatilhos de aceleração incluem revisões positivas de guidance e um fluxo de capital institucional significativo para ETFs de valor e small-caps, enquanto a manutenção da liquidez do Fed também é crucial para o rali mais amplo.

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