UE teme que próximas sanções à Rússia sejam as últimas antes de eleição francesa

A União Europeia e Kiev estão apreensivas de que o próximo pacote de sanções contra a Rússia possa ser o último a ser implementado. A preocupação se intensifica com a possibilidade de Marine Le Pen, política do Reagrupamento Nacional e líder nas pesquisas de opinião, vencer a eleição presidencial francesa em abril do próximo ano, o que poderia levar a um impasse no bloco. Le Pen tem criticado veementemente a postura de Bruxelas em relação à Ucrânia, chegando a comparar a adesão proposta de Kiev à UE a um 'suicídio econômico' e defendendo a suspensão de toda a ajuda ao país. Segundo o The Telegraph, Kiev e Bruxelas estão elaborando 'medidas de contingência' caso Le Pen seja eleita. Uma fonte indicou fevereiro como a 'última oportunidade' para aprovar novas sanções contra a Rússia. A UE já impôs 21 rodadas de sanções desde 2022 e prepara a 22ª, embora a identificação de novos alvos esteja cada vez mais difícil. Negociações recentes para a 21ª rodada enfrentaram resistência de vários estados-membros, resultando em concessões como a isenção para a empresa grega Dynagas continuar transportando GNL russo e a oposição francesa e italiana a restrições de entrada para militares russos.

Análise

O desfecho da eleição presidencial francesa em abril de 2027 é o principal evento a definir o rumo da política de sanções da UE. Antes disso, a capacidade da UE de aprovar o 22º pacote de sanções até fevereiro de 2027 sinalizará a força atual do bloco e sua resiliência a pressões internas e externas.

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