A pesquisa conduzida pela Fundación Mapfre, com apoio da Escola Politécnica da USP e da UFPR, analisou como a pressão do trânsito e o receio de atrasos impactam a segurança nas vias brasileiras. Os resultados apontam que motoristas tendem a adotar comportamentos de risco quando sentem que precisam compensar atrasos, reduzindo a aderência aos limites de velocidade. Esse comportamento aumenta a probabilidade de acidentes e eleva custos sociais associados. O efeito se dá por meio da percepção subjetiva dos limites, que pode ser subestimada em ambientes congestionados. Não há relatos de reações imediatas de agentes de mercado ou autoridades, mas a pesquisa pode alimentar debates regulatórios sobre revisão de limites de velocidade. Historicamente, estudos semelhantes, como o realizado em 2015 pela mesma fundação, já mostraram correlação entre limites mais baixos e redução de sinistros. O próximo gatilho será a eventual publicação de novos decretos de velocidade pelos órgãos de trânsito. O desfecho dependerá da adoção de políticas públicas que incorporem os achados da pesquisa e do monitoramento dos indicadores de acidentes veiculares.
Acompanhar a publicação de novos decretos de limites de velocidade pelos órgãos de trânsito e a divulgação dos indicadores de acidentes veiculares pelo DENATRAN.
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