Uma nova tecnologia, fruto de uma parceria entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), foi desenvolvida para converter o lodo gerado em estações de tratamento de água (ETAs) em fertilizante de liberação lenta. O projeto, que recebeu um investimento de R$ 2,7 milhões, visa neutralizar o alumínio potencialmente tóxico presente no resíduo e enriquecê-lo com nutrientes essenciais para as plantas, como nitrogênio e potássio. O processo hidrotérmico utiliza nanotecnologia para reorganizar os componentes do lodo, formando cristais de sodalita que retêm o alumínio e permitem a liberação gradual dos nutrientes. Experimentos em cultivos de azevém e capim-piatã na Embrapa Pecuária Sudeste mostraram melhorias na absorção de nutrientes e na produção de biomassa. A Sabesp, mencionada na notícia pelo ticker SBSP3, gera anualmente cerca de 124 mil toneladas de lodo desidratado em suas 208 estações no estado de São Paulo, com um custo médio de transporte e destinação de R$ 300 por tonelada. Os pesquisadores agora procuram parceiros empresariais para escalar a produção da tecnologia.
O desfecho do impacto econômico desta tecnologia dependerá da capacidade dos pesquisadores da Embrapa e Sabesp de encontrarem parceiros empresariais para desenvolver um projeto-piloto industrial. A viabilidade da produção em maior escala e os custos associados serão cruciais para determinar a adoção do fertilizante. Os resultados dessa fase de industrialização definirão o potencial de redução de custos para empresas de saneamento e a competitividade do produto no mercado agrícola.
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