O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) anunciou uma audiência pública para a próxima segunda-feira (6), investigando as políticas e práticas comerciais do Brasil sob a Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA de 1974. Este procedimento visa avaliar se as práticas brasileiras são injustas ou discriminatórias, com potencial para imposição de tarifas ou outras barreiras comerciais. A presença de Flávio Bolsonaro na audiência em Washington sublinha a relevância do evento para as relações bilaterais. O mecanismo econômico principal é a criação de um prêmio de risco sobre as exportações brasileiras para os EUA, afetando diretamente a competitividade e as margens de lucro. Isso pode levar à desvalorização do Real (USDBRL ↑) e impactar negativamente ações de empresas exportadoras como JBSS3, BRFS3 e EMBR3. Historicamente, ações similares de Seção 301, como as contra a China em 2018, resultaram em volatilidade e perdas para setores afetados. O próximo gatilho será o desenrolar da audiência e as subsequentes declarações do USTR sobre possíveis medidas. No médio prazo, a resolução ou escalada desta questão determinará o cenário para o fluxo de comércio e investimento entre os dois países.
Nos próximos dias, espera-se volatilidade no câmbio e nas ações de exportadoras brasileiras. O principal gatilho será o tom e o resultado da audiência de segunda-feira (6), que definirá o curso de ação do USTR. No médio prazo (1-3 meses), a expectativa é de que o mercado monitore de perto os próximos passos dos EUA e as respostas diplomáticas do Brasil, com potencial de medidas concretas se a situação escalar, impactando os ativos listados.
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