Forças russas reportaram a 'libertação' das localidades de Pisantsy e Novosyolovka, aprofundando-se nas defesas inimigas nas regiões de Dnepropetrovsk e Zaporozhye. A continuidade das ações militares na Ucrânia reforça a incerteza geopolítica, afetando o sentimento de risco nos mercados globais. Esse cenário tende a aumentar a demanda por ativos de defesa, como ações de empresas do setor, e por refúgios tradicionais. Commodities agrícolas podem ser impactadas devido a disrupções na cadeia de suprimentos da região, que é um importante produtor. Para o investidor brasileiro, isso implica potencial depreciação do BRL e oportunidades em empresas exportadoras de commodities, enquanto ativos de risco como criptomoedas podem sofrer pressão. A invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022 serviu como um precedente, com o Brent subindo cerca de 20% e o ouro cerca de 8% nas semanas seguintes, acompanhados por uma valorização do dólar. O próximo gatilho será a intensidade dos combates e a resposta das potências ocidentais. No médio prazo, espera-se persistência da volatilidade, com setores de defesa se beneficiando e ativos de crescimento sob pressão em caso de escalada.
Nas próximas 1-2 semanas, a volatilidade deve persistir, com o DXY e ativos de defesa como LMT e RHM.DE buscando novos patamares de alta se o conflito continuar. O BTC ($60,112 hoje) pode testar a zona de suporte de $58,000-59,000. No médio prazo (1-3 meses), o cenário base é de continuidade da demanda por defesa e commodities agrícolas, com o real brasileiro sob pressão. O principal gatilho para uma mudança de cenário seria um movimento diplomático significativo ou uma escalada militar que altere drasticamente a percepção de risco global.
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