Negociações comerciais entre Estados Unidos e Canadá colapsaram, resultando na imposição de tarifas de 50% dos EUA sobre cerca de US$20 bilhões em produtos canadenses. Em resposta, Ottawa prometeu retaliação 'dólar por dólar', indicando uma escalada nas tensões bilaterais. A imposição de tarifas aumenta os custos para os importadores e exportadores, impactando diretamente a competitividade e as margens de lucro das empresas que dependem do comércio transfronteiriço. Ativos canadenses como o dólar canadense (FXC) e empresas com significativa exposição ao comércio bilateral, como BNS.TO e CP.TO, devem enfrentar pressão de baixa. Embora o impacto direto no IBOV seja limitado, a aversão ao risco global pode gerar volatilidade indireta no BRL. Um paralelo histórico relevante é a guerra comercial EUA-China de 2018-2019, que resultou em desaceleração do comércio global e aumento da volatilidade dos mercados. O próximo gatilho será a formalização da lista de produtos afetados pela retaliação canadense, com o horizonte de médio prazo apontando para uma fragmentação das cadeias de suprimentos globais.
Nos próximos 2-4 meses, espera-se que o dólar canadense (FXC) continue sob pressão de baixa, podendo desvalorizar 2-4% contra o USD a partir de seu nível atual de $5.1366 (USDBRL). O gatilho para aprofundamento da queda será a implementação formal das medidas de retaliação de Ottawa e a lista de produtos afetados, gerando incerteza adicional para empresas como BNS.TO e CP.TO, enquanto a Weyerhaeuser (WY) pode ver um suporte marginal.
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