O mercado de ações russo iniciou o pregão com declínio, registrando queda de 0,76% nos índices MOEX e RTS, que atingiram 2.268,34 e 927,29 pontos, respectivamente. A desvalorização reflete a persistente aversão a risco global e a pressão de venda local, impulsionadas pelas sanções internacionais e pela dinâmica da economia doméstica. A queda impacta diretamente empresas como Gazprom e Sberbank, componentes cruciais dos índices. O impacto direto para o investidor brasileiro é mínimo, dado o acesso restrito ao mercado russo e a baixa correlação com ativos locais. Similarmente, após a anexação da Crimeia em 2014, o mercado russo sofreu quedas substanciais, com o MOEX perdendo cerca de 30% em dólar nos meses seguintes. Acompanhar a evolução das políticas de sanções e os dados sobre a produção de petróleo e gás da Rússia será crucial. No médio prazo, o mercado russo deve permanecer sob pressão, com poucas perspectivas de recuperação sustentável sem uma mudança significativa no cenário geopolítico.
Nas próximas 1-2 semanas, o mercado russo deve manter-se volátil com viés de baixa, impulsionado pela ausência de catalisadores positivos e pela contínua pressão geopolítica. A expectativa é de que o MOEX continue a operar abaixo de 2.300 pontos, com o próximo gatilho sendo novas notícias sobre o conflito ou sanções internacionais.
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