A reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva não alterou a avaliação de crédito soberano do Brasil pela Moody's Ratings, que mantém a nota Ba1 e perspectiva estável. A agência aponta que a continuidade da trajetória fiscal atual, com ajustes apenas graduais, pode prolongar déficits elevados, manter custos de financiamento altos e ampliar a dívida pública. Moody's estima que a dívida do governo geral aumentou de cerca de 72 % do PIB na época da eleição de 2022 para aproximadamente 83 % do PIB atualmente. Para estabilizar essa relação, seria necessário um superávit primário de 2 % a 3 % do PIB, algo que a agência considera inviável sem reformas. A Moody's observa pouca disposição política, tanto no governo quanto no Congresso, para avançar em cortes de gastos sociais e programas previdenciários. A agência espera que o governo mantenha o arcabouço fiscal atual, focando no resultado primário e em mudanças graduais, enquanto a Selic permanece em 13,75 % ao ano, podendo permanecer elevada até passos claros em direção ao ajuste fiscal.
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