Economistas avaliam que as propostas dos candidatos à presidência, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), não são adequadas para resolver o desequilíbrio das contas públicas brasileiras. Alessandra Ribeiro, sócia da Tendências Consultoria, afirmou em 22/10/2026 que ambos evitaram aprofundar como reduzir o crescimento das despesas obrigatórias sem comprometer políticas sociais, reajustes de benefícios e investimentos em áreas como saúde e educação. Lula propõe um superávit primário de 1,3% do PIB até 2030, enquanto Flávio defende um ajuste de 1,5% do PIB nos primeiros 18 meses, juntamente com redução de impostos. A consultoria destaca que o problema reside nas regras que vinculam automaticamente gastos como salário mínimo, benefícios previdenciários e assistenciais, mínimos constitucionais de saúde e educação, e emendas parlamentares. Para a Tendências, a estabilização da dívida dificilmente ocorrerá no curto prazo, e um superávit primário de 2,5% do PIB seria uma referência para tal.
A definição do desfecho fiscal dependerá da eleição presidencial em 23/10/2026 e, posteriormente, da capacidade do próximo governo de detalhar e implementar medidas de contenção de gastos a partir de 2027. Será crucial observar a clareza e a viabilidade das propostas apresentadas para estabilizar a dívida pública, especialmente em relação ao controle das despesas obrigatórias vinculadas.
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