O estudo do Ibevar-FIA, baseado em mais de duas décadas de dados, aponta que o varejo brasileiro costuma se beneficiar durante períodos eleitorais, mas a forte divisão nas urnas de 2026 pode reverter esse padrão, retirando cerca de R$ 62 bilhões das vendas. A incerteza política reduz a confiança dos consumidores, que adiam compras de bens duráveis e de maior valor. Essa retração afeta diretamente as receitas das maiores redes de varejo, pressionando margens e resultados trimestrais. O impacto se transmite ao mercado de capitais via queda dos preços das ações das companhias de varejo listadas na B3. Os investidores devem observar a evolução da confiança do consumidor e os indicadores de vendas do Ibevar nas semanas que antecedem o segundo turno. Um cenário semelhante ocorreu nas eleições de 2018, quando o varejo cresceu apenas 0,3% ao ano no trimestre eleitoral, abaixo da média histórica. O desfecho dependerá do resultado da eleição e da rapidez com que a confiança do consumidor se restabelecer.
O desfecho dependerá do resultado do segundo turno das eleições (27/10/2026) e dos indicadores de confiança do consumidor publicados pelo Ibevar nas semanas subsequentes.
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