O foco do mercado financeiro está totalmente voltado para a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de julho dos EUA, que será revelado hoje, após a resiliência do dólar mesmo com dados de emprego mais fracos. A visão predominante é que as tendências de inflação serão o fator primordial para determinar os próximos passos do Federal Reserve em relação à política monetária. Um CPI mais baixo que o esperado pode sinalizar um arrefecimento da inflação, levando o Fed a adotar uma postura menos agressiva na elevação de juros. Consequentemente, o DXY tenderia a enfraquecer, beneficiando ativos de risco como ações (SPY, QQQ) e criptomoedas (BTC, ETH). Para o investidor brasileiro, um dólar globalmente mais fraco pode resultar na valorização do USDBRL e impulsionar ações locais (BOVA11, ITUB4, VALE3). Em paralelo, o CPI de junho de 2022 (9.1%) levou a uma postura extremamente hawkish do Fed e forte valorização do dólar, enquanto o CPI de julho de 2023 (3.2%) reforçou a tese de desinflação, impulsionando ativos de risco. O principal gatilho para os próximos dias será a interpretação do dado do CPI de julho e a reação dos membros do Fed. A médio prazo (4-6 semanas), a trajetória da inflação e a comunicação do Fed continuarão a ditar o fluxo de capital global, definindo a direção do dólar, equities e cripto.
O mercado reagirá imediatamente à divulgação do CPI de julho dos EUA hoje. Nas próximas 24-48 horas, esperamos forte volatilidade em DXY, SPY, QQQ, BTC e USDBRL. Se o CPI for brando, o DXY ($99.85 hoje) pode cair para 99.00-99.20, impulsionando ativos de risco. O principal gatilho de médio prazo (1-2 semanas) será a comunicação dos membros do Fed pós-CPI, que pode confirmar ou refutar a expectativa de desinflação e influenciar a trajetória dos juros futuros.
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