O dólar à vista abriu o dia em queda, cotado a R$ 4,98, após ter encerrado a sessão anterior em R$ 4,974, com uma desvalorização de 0,55%. Este patamar representa o menor preço para a moeda americana desde maio. A queda do dólar e a consequente valorização do real indicam um aumento na demanda por ativos brasileiros ou uma redução na aversão ao risco global/local, elevando o fluxo de capitais para o país ou diminuindo a procura por proteção em dólar. Empresas exportadoras brasileiras, como VALE3 e SUZB3, podem ter suas receitas em real impactadas negativamente pela conversão de vendas em dólar. Em 2020, o real se valorizou significativamente após o pico da pandemia, saindo de máximas históricas acima de R$ 5,90 para patamares próximos de R$ 5,00, impulsionado por fluxos de capital e expectativas de recuperação econômica global. Os próximos dados de inflação e as decisões de política monetária do Banco Central do Brasil (COPOM em 2026-11-05) e do Federal Reserve (FOMC em 2026-11-04) serão cruciais para a trajetória do câmbio. O desfecho da valorização do real dependerá da sustentabilidade do fluxo de investimentos estrangeiros, da trajetória dos juros domésticos e globais, e da percepção de risco fiscal no Brasil.
A trajetória do dólar será definida pelas próximas decisões de política monetária do Federal Reserve (FOMC em 2026-11-04) e do Banco Central do Brasil (COPOM em 2026-11-05), além da divulgação do Payroll dos EUA em 2026-11-06, que pode influenciar a percepção de risco global e os fluxos de capital.
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