Aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) minimizam o resultado da pesquisa Datafolha publicada nesta quinta-feira (22), mas reconhecem que a eleição não está ganha. O levantamento mostrou o postulante do PL tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os integrantes do grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro estimam que a previsões das pesquisas estejam abaixo da real intenção de voto no senador, assim como aconteceu no primeiro turno da disputa presidencial. Eles destacam que os trackings internos da campanha ainda mostram o bolsonarista à frente com uma vantagem maior do valor registrado pelo petista. O Datafolha identificou que 47% dos eleitores têm a intenção de votar em Flávio, enquanto outros 46% em Lula. O percentual de votos em branco ou nulos é de 5% e, de indecisos, 2%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Embora a diferença do candidato do PL esteja diminuindo em comparação com o primeiro levantamento do instituto na primeira semana desta segunda rodada, os bolsonaristas atribuem isso às mobilizações feitas nas ruas organizadas pelos petistas e à ofensiva nas redes sociais liderada do André Janones. Eles, contudo, não veem isso como suficiente para uma virada da candidatura de esquerda. O clima, segundo pessoas a par das conversas na campanha, é de “muita tranquilidade”. “Não contaminou a campanha. Os números internos mostram outro cenário”, afirma uma fonte. Pessoas próximas a Flávio destacam que o debate na TV Globo, o qual deve apresentar um candidato menos agressivo do que aquele que confrontou Lula na TV Band, deve ser decisivo para atrelar a mensagem de "mudança" às propostas que serão apresentadas por ele. De forma simultânea, a campanha deve focar em manifestações pulverizadas pelo Brasil e em "ondas" de ofensivas nas redes sociais em apoio ao presidenciável. Para os aliados mais pragmáticos, a manutenção da mobilização é fundamental para não permitir uma virada dos adversários.
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