O Banco Central da Índia reafirmou sua defesa pela proibição total de criptomoedas, conforme documentos governamentais obtidos pela Reuters e publicados nesta quarta-feira (8). Contudo, a Receita Federal indiana alertou sobre os riscos de evasão fiscal que a proibição poderia acarretar, evidenciando uma divergência interna crítica. Este impasse regulatório cria incerteza significativa para a adoção de ativos digitais na Índia, um mercado com vasto potencial devido à sua grande população. A falta de clareza pode incentivar a migração de capital para mercados não regulados e dificultar a fiscalização de transações. Para investidores brasileiros, o impacto é indireto, afetando o sentimento global do mercado cripto e, consequentemente, ativos como BTC e ETH. Um paralelo histórico pode ser traçado com a proibição de cripto na China em 2021, que inicialmente gerou uma queda de ~15-20% no BTC. O próximo gatilho será a formalização da posição do governo indiano, com a decisão final podendo ocorrer nas próximas semanas. No médio prazo, o cenário se divide entre uma regulamentação mais branda ou uma proibição total, com ambos os resultados gerando volatilidade.
Nas próximas 2-4 semanas, o mercado cripto deve permanecer sob pressão, com BTC ($62,240 hoje) e ETH ($1,738 hoje) testando níveis de suporte chave. O principal gatilho será a comunicação oficial do governo indiano sobre sua decisão final. Se uma proibição for confirmada, o BTC pode cair para a faixa de $58,000-$60,000. No médio prazo (2-3 meses), a resiliência do mercado dependerá da absorção global dessa notícia e da resposta de outros reguladores.
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